sexta-feira

McDonalds




Fomos todos para o Drive-thru do McDonalds.

Ao chegarmos lá, nos deparamos com a já tradicional fila de carros. Sandro se mostrava impaciente e buzinava sistematicamente para os carros da frente.

- Tô com fome!! Béeeéee

Paramos em frente ao mural com as opções da lanchonete. Números de 1 a 6.

- Eu quero um Big Mac sem cebola.
- Ah, seu viadinho.
- Ah, muleque. Vai se fuder!
- Vai se fuder, você! Ninguém perguntou o que você quer não, porra!
- Filho da puta!
- Ei, ei, ei! Vamo parar com essa porra aí atrás! Senão os dois vão descer!

Hora de pedir. A mulher não entende nada.

- São dois guaranás, sendo um grande, e três cocas, sendo uma light.
- A batata é grande, né ?
- Duas são...
- Duas ?
- É...
- ...
- É a promoção, né... ?
- ...
- ...
- São 27 reais e 40 centavos.
- Aê, galera. Dá 5 reais aí cada um. Carlinhos, você dá 7 reais e quarenta centavos.
- Porque eu ?
- Porque sim.
- Mas eu só pedi uma torta de maçã.
- Por isso mesmo.

Estacionamos o carro para todos comerem, aí começou a zona:

- Me vê guardanapo aí, brother.
- Minha batata não veio!
- Caralho, eu queria minha coca sem gelo, porra.
- Caralho, essa porra é boazona, brother.
- Bonzão, mesmo.
- Galera, minha batata não veio!
- Porra, é foda esse cheddar escorrendo... merda.
- Aê, Sandro! O Adriano deixou cair cheddar no seu banco!
- Filho da puta!
- Galera, minha batata...
- Muleque, limpa essa porra agora!
- Caiu só um pouquinho.
- Um pouquinho? Caiu coisa pra caralho!
- Porra, aí. Eu acho que eu vou lá trocar minha Coca, brother.
- Porra, galera. Minha batata não veio!
- Muleque, limpa esse banco. Se meu pai ver essa porra, ele me mata.
- Caralho, muleque. Não caiu quase nada!
- Me dá um guardanapo aí.
- Acabou o guardanapo.
- Eu também quero guardanapo.
- Acabou porra nenhuma! Tem uma porrada de guardanapo aí escondido do seu lado!
- É meu, porra!
- Me dá um, muleque!
- Não!
- Porra, é foda comer assim, abre a porta aí!
- Calma, porra.
- Alguém tá com uma batata a mais aê ?
- Aê, Marcelo. O Adriano tá comendo a tua batata.
- Filho da puta! Me dá a minha batata!
- Hahaha. Vem pegar.
- Aê, brother. Esse molho do McFish, com guaraná, um sabor...
- Sei qualé.
- Me dá a minha batata.
- Toma.
- Porra, tu comeu quase tudo, seu filho da puta.
- Aê, eu só comi 7, valeu !?
- Eu vi. Ele só comeu 7 mesmo. Eu vi.
- Porra...
- Aê, Sandro. Dá o saco aí pro lixo.
- Passa aê.
- Caralho, muleque! Tu já acabou ?
- ...
- Porra... come que nem um porco, brother. Pára de fazer barulho!
- Ah, vai se fuder.
- Aê, o maluco come, parece um porco brother. Nojento...
- Aê, vão se fuder vocês todos, valeu ?
- Sua bicha.
- Hummm... agora eu vou comer o meu sundae de chocolate, bom para caralho...
- Aê, vê um pouco aê.
- Não.
- Aê, na boa. Deixa eu experimentar, brother, dá um pouco aí, na moral...
- Não, muleque!
- Pô, aí, mó mão de vaca, tomar no cu... muleque escroto...
- É mesmo...
- Que copo é esse no chão ?
- ...
- Porra, batata frita no chão... porra... aí fica foda.
- Aê, joga no lixo lá, Adriano.
- Eu não.
- Vai lá, porra!
- Vai lá, Marcelo.
- Ah não, tô comendo ainda.
- Vai lá, Carlinhos.
- Pô, Sandro. Essa torta de maçã não tava boa não..
- Foda-se, vai lá.
- Aê, bora voltar aqui amanhã.
- Bora.
- Bora.

O Sandro ligou o carro e fomos direto pra casa. Todos felizes e satisfeitos.

Todos nós voltamos no dia seguinte, menos o Carlinhos.

Ele teve uma infecção intestinal por causa daquela torta de maçã.

Eu sempre soube que aquela porra ali era um veneeeno por dentro.

Um comentário:

Maria |Ramos disse...

parabéns pela criatividade, o blog ta show! bjs